Nada que eu force, nada arrancado nada... minha natureza exala de tudo e em palavras, nada!
Escrito por JKS! às 21h18
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É a falta que me consome. A falta de mim mesma. De meus encontros ao som do banho da luz ao fim de tarde. Tudo em mim derrete. Esmoece, vira preguiça, desvontade de tossir do peito a arritimia programada. Meu sangue corre igual, sempre o mesmo. meu peito ainda bate os mesmos acordes, vibrantes, cintilantes, cor de absinto, já que vodka não tem cor de poema. Ainda me sento onde o paradoxo encontrou no mar, ainda me encanto com a excentricidade identificada. Ainda sou boba... Ainda.
Escrito por JKS! às 21h17
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De melhor ator a pior amor. Tanto espanto pra pouco pranto um pouco, um nada. Um par que encaixa, ou vai ou raxa, Um equilíbrio de brios e equívocos rios que desaguam num copo. Tempestade passada. Ilusão desejada de principes, magos, maças, carruagens um mundo feito de imagens entendido por letras. traduz-se os sentidos compreende-se o tato com a fala, o retrato. é sentimento, entedimento. É muito tudo, pra pouco, nada!
Escrito por JKS! às 21h16
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A Alberto Caeiro. Tenho a sociedade inteira dentro de mim. Como me identificar com quem é um a cada dia? Sou o que Ontem sonhou em não ser. Mudo, venho da terra e sou, só sou. Aqui não existe o trabalho de saber. Pra que saber? Pra que ter trabalho? E, sobre todas as coisas, pra que existir? Me satisfaço em saber que não devo saber. Não me esforçar. Sou. O que? Não sei. E não quero saber.
Escrito por JKS! às 15h50
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Ser o que Gosto do tipo louco, controlado. Daquele que controla a hora e chega atrazado. Gosto de quem faz birra pra criticar TV, que assiste programas CULT e porcaria, como eu e você. que faz música que faz arte que faz até o que não faz parte do mundo de tudo de todos que se excluem da maioria palpitante, Palpiteiros! Dedos-duros, culpado, réu e nulo. Ele não é. Ele não mata, ele não morre. Ele desmancha em meus dedos e escorre. Feito Ge-la-ti-na espremida na mão de menina. desliza por pulso, ante-braço e cotovelo E continuaria a deslizar pro joelho se não fosse a parada no peito. Claro, com todo respeito, estou falando do coração! E lá ele para sem que eu pudesse dizer não. Monta a tenda e faz um abrigo, como se não corresse perigo de ser pego de surpresa, como se não pudesse voltar a ser sobremesa, como se pudesse voltar só a ser. Gosto do tipo que me faz enlouquecer. esquecer, pensar. Gosto daquele existir humano, onde esse tipo foi parar?
Escrito por JKS! às 15h43
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"Ah Alberto, se eu fosse Pessoa, eu seria Caeiro, vivendo nos campos, uma vida de Reis!"
...em um intervalo de aulas... com grande colaboração de Waleska Mattos.
Escrito por JKS! às 15h04
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É mágica. É doce, me acalma. Te escuto, baixinho sussurando a minha paz. Ritmado você começa a diminuir, calmamente me embalando na paz que você está a me servir. E eu mergulho em você, pois é isso que você me implora. Eu acabo com você e a paz volta a reinar em mim. Eu penso em amor, penso em remédios, E é o copo de coca-cola que me devolve a calmaria da vida que ninguem mais sabe dar.
Escrito por JKS! às 21h52
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Água tem gosto de paz. Água do mar, de liberdade. Água da chuva, de salvação. Água de enchente, de corrupção. Água com gás tem gosto de Elite. Água de rio é água de infância. Água salva, não é cristo, não é Deus e não é pecado pensar assim. Água é vida, sim. Há quem viva demais. Falta de água me lembra guerra. Falta do mar é linha de produção. Falta de chuva, secagem de alma. Falta de enchente, utopia. Bolhas sem água é multidão calada. Vida sem água é ser e não ser.
Escrito por JKS! às 21h49
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Política Seu OK na contra mão é um Kaô. Besteira andar com o rei na barriga. Estou tão certa das certezas da vida que tenho certeza que não sei porra nenhuma. E você? Acordou de mau humor? Vira senador, vira prefeito, vira político, qualquer coisa vale desde que a balancinha da justiça não pese os seus bolsos. Quer ser diferente, hippie? Se nada der certo, vira magnata. Sempre achei essa palavra pareciada com magnésio. Será que queima igual? Será que some igual? OLHA A POLÍCIA! Sumiu...rão! Juntos.
Escrito por JKS! às 21h33
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Queria te escrever uma Bíblia, um texto, um poema. Mas o peito dói e a mão trava. A cabeça pesa e só me expresso em água.
Escrito por JKS! às 23h56
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Cansei de poemas profundos com ditados, ensinamentos e as pausas do falante. "neste momento o ator faz cara de qualquer coisa" Pois neste mometo estou cansado de qualquer coisa. Queria versos profundos, moribundos, queria escrever pra desregular poetas, já quis matar de amor. Já quis até morrer por ele. Quanta besteira pra pouca vida. Cansei de procurar palavras, apagar, reescrever, procurar surpreender. Cansei de seguir regras, de fazer o programado, de escrever profundamente. Pra que? Se sou profunda e não me mostro, sou falsa. Prefiro a superficialidade, sou simples assim. Faço poemas de amorzinho, faço riminhas que combinam, falo o que der na telha sem me importar com marcações. Cansei de ser um papel, sou simples, superficial e o engraçado é que sou feliz.
Escrito por JKS! às 02h28
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A paciência é uma virtude Me sinto virtuosa, vitoriosa, ULTRAPASSADA. Calma até demais, já que o mundo pede a agressividade da sobrevivência. Preciso brincar com crianças e ser a bruxa má, a chefe do escritório, a professora mau humorada. Preciso entrar nesse mundo de faz de contas que todo mundo considera real. Onde deixei minha capa e maça envenenada? Garçon, me sirva uma dose de maldade, daquela que é shot, por que maldade tem que ser tomada de uma vez só, ninguém aguenta saborear. Põe fogo pra criar um clima. Vai, que eu comprei crueldade e deixei no balcão da padaria. Cabeça de vilã só faz lembrar os planos diabólicos, Minha encomenda eu esqueço, junto com a caixa de fósforos. Preciso lembrar disso, de ser ruim. Preciso matar mais formigas.
Escrito por JKS! às 02h28
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De que são feitas as sensações? Minha vida é feita delas, não de fatos. meus fatos respondem ao que sinto E o que sinto não se explica, não espanta, não se mede. O que sinto? Como sinto? A música continua tocando e é só o meu coração que dispara. os olhos são os mesmo para todos, mas brilham pra mim. o nascer do sol não me apetece, sua retirada me faz hipnose. Por que? Como se faz em mim? De que são feitas as sensações?
Escrito por JKS! às 02h21
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Eles estão todos loucos romances assim não existem. Elas estão todas loucas acreditando na existência de romances assim. Romance, por si só, já é egosísta. Egoísmo, assim, já é indivíduo Indívíduo, que seja, já é solitário. Só se faz total só. É só que se faz um todo. Completo. Completa eu? Inteira de nada. Sozinha, mas romântica!
Escrito por JKS! às 02h19
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Hoje não vou escrever sobre nada. Sentir nada viver nada. Me entrego à paz, à tua ausência, me abstenho à consciência. Sou nula, nua de estilo, crua de mim mesma. Sou tudo, sou nada, Um inteirvalo de coisa alguma.
Escrito por JKS! às 21h44
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